Em 1995,o Ministério da Educação criou a Secretária de Eduacação a distância com a finalidade de coordenar os diferentes programas dessa modalidade de educação,em desenvolvimento no Brasil.
A esse respeito afirma Martins " vivemos um momento histórico,em que os antigos modelos educacionais já não se sustentam"
COMO É BOM SER CRIANÇA!!!
REFLEXÃO
..não importará o tipo de carro que dirigi, o tipo de casa em que morei, quanto tinha depositado no banco, nem que roupas vesti. Mas o mundo pode ser um pouco melhor porque eu fui importante na vida de uma criança.”
sábado, 10 de julho de 2010
sábado, 26 de junho de 2010
RELEITURA
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Quantas vezes você já ouviu falar na necessidade de valorizar a capacidade de pensar dos alunos? De prepará-los para questionar a realidade? De unir teoria e prática? De problema-ti-zar? Se você se preocupa com essas questões, já esbarrou, mesmo sem saber, em algumas das concepções de John Dewey (1859-1952), filósofo norte-americano que influenciou educadores de várias partes do mundo. No Brasil inspirou o movimento da Escola Nova, liderado por Anísio Teixeira, ao colocar a atividade prática e a democracia como importantes ingredientes da educação.
Foi partindo dessa teoria e prática que surgiram esses trabalhos;
A DESCOBERTA DOS BRINQUEDOS FEITAS PELAS CRIANÇAS AFRICANAS:
domingo, 6 de junho de 2010
TITO LOBO, desenhista, pintor, gravador, escultor e cenógrafo, nascido em João Pessoa/Paraíba/Brasil, em 11 de agosto de 1960, filho de Elbanice Lobo Correia e Diogo Lima Correia, desde infância inclinava-se para tendência artística, mas só em 1986 que começou a se revelar profissionalmente, onde participou de diversas exposições coletivas e individuais, no Brasil e, principalmente, no Exterior, precisamente na Europa.
Apreciação em Artes Visuais
• Conhecimento da diversidade de produções artísticas,
como desenhos, pinturas, fotografias, ilustrações, etc.
• Reconhecimento dos elementos constituintes da
linguagem visual: ponto, linha, forma, cor, volume,
contraste, luz, textura.
• Apreciação das suas produções e das dos outros
alunos, por meio da observação e leitura de alguns dos
elementos da linguagem plástica.
• Leitura de obras de arte a partir da observação,
narração, descrição, questionamentos e interpretação
de imagens.
terça-feira, 25 de maio de 2010
POEMA "DIVERSIDADE" DE BERENICE ADAMS
DIVERSIDADE
Respeitar as diferenças
De raças, culturas e crenças
Traz a paz e união
E amor no coração
A diversidade é divertida
E muito colorida
Se todos fossem iguais
Criança, adulto, idoso
De raças, culturas e crenças
Traz a paz e união
E amor no coração
A diversidade é divertida
E muito colorida
Se todos fossem iguais
Nada seria diferente
E de repente
Tudo perderia a sua graça
Diversidade é variedade
Diferença é distinção
Eu sou diferente de você
E somos todos irmãos
A diversidade é divertida
Ninguém é melhor ou pior
Todos têm o seu valor
Homem ou mulher
Negro, branco ou amarelo
Essa é a variedade
Diversidade é variedade
Diferença é distinção
Eu sou diferente de você
Somos todos irmãos
Respeitar as diferenças
De raças, culturas e crenças
Traz a paz e união
E amor no coração
quinta-feira, 1 de abril de 2010
RACISMO E PRECONCEITO NA EDUCAÇÃO INFANTIL
UMA DISCUSSÃO NECESSÁRIA?
Discute a inserção do desenho infantil e das relações étnico-raciais na educação infantil. Concebidos como produções sociais, o desenho infantil e as relações étnico-raciais são constituídos no plano da intersubjetividade, carregando em si a marca da tensão, do conflito, da influência e da interação entre a criança e o outro. Nessa perspectiva, aponta o desenho infantil como uma linguagem social por meio da qual a criança representa experiências vividas e imaginadas, incluindo as de ordem étnico-raciais, buscando perceber a si e significar a sua realidade. A assunção da tarefa de problematizar o desenho e as relações étnico-raciais por parte das instituições que atendem as crianças de 0 a 6 anos deve ser realizada, porque na relação dialógica entre individualidade e sociedade, é necessário buscar um trânsito efetivo entre as várias possibilidades de ser, de estar no mundo, sem que isso possa significar a idéia de desigualdade entre as crianças. (do original).
terça-feira, 30 de março de 2010
DICAS DE LEITURAS
"COM LICENÇA?"Aprendendo sobre convivência.
"DEIXA QUE EU FAÇO!"Aprendendo sobre responsabilidade.
"E EU COM ISSO?!" Aprendendo sobre respeito.
"NÃO FUI EU!"Aprendendo sobre honestidade.
A leitura diária feita pelo professor é uma atividade que precisa ser permanente e diária,são apropriadas para se construir posturas,valores e atitudes.
Algumas sugestões para estimular a leitura:
1.O cantinho da leitura, que é extremamente importante nas classes educação infantil e ensino fundamental.
2. A construção de uma biblioteca ou mini-biblioteca pelos alunos, que pode dinamizar bastante o trabalho, uma vez que eles serão sujeitos ativos neste empreendimento, e seria interessante que juntos, alunos e professores, trabalhassem no processo de catalogação, arrumação dos livros. É importante ter diversos tipos de textos (jornalísticos, crônicas, científicos, bulas, publicitários, parlendas, adivinhas, cantigas, trava-línguas etc), assim como diferentes fontes (livros, revistas, jornais, periódicos, gibis etc). Uma sugestão bastante interessante é que os livros fiquem ao alcance das crianças, assim elas poderão interagir melhor com eles.
3. Sugerir que os alunos falem sobre o livro que leram ou escrevam a respeito dele são boas atividades, mesmo os alunos da educação infantil podem fazer isto, por meio de recontagem, leitura plástica (desenhar, pintar, esculpir), pseudo-leituras, entre tantas outras.
4. Colocar em prática projetos como: pequeno escritor, onde os alunos podem construir seu próprio livro com suas próprias produções, organizar uma tarde de autógrafos ou receber a visita de um autor de uma obra trabalhada em sala de aula.
5. Produzir um jornal mural ou jornal impresso da própria escola, que é uma excelente orientação didática de socializar as produções na linguagem escrita.
A COR DO MENINO
Se é negro,branco ou índio
O que importa a cor do menino?
Se é mulato ou se é pardo O que importa se for misturado?
Se é verde,amarelo ou vermelho
O que importa o que diz o espelho?
Se é ruivo ou é loiro
O que importa a cor do seu olho?
Se ele é branco ou não
Se ele é negro ou não
O importante é o seu coração
(Milton Primo/Herculano Neto)
terça-feira, 23 de março de 2010
CURTA-METRAGEM
ESSE CURTA METRAGEM DO CINEASTA JORGE FURTADO,RETRATA A REALIDADE DE UM LUGAR CHAMADO ILHA DAS FLORES,MOSTRANDO COMO A ECONOMIA GERA RELAÇÕES DESIGUAIS ENTRE OS SERES HUMANOS.CONFIRAM!!!!!!!!!
domingo, 28 de fevereiro de 2010
MEU TRABALHO ESSE ANO ,REFLETINDO NO CURSO DA DIVERSIDADE
Refletindo, alguns assuntos vistos neste curso,posso dizer o quanto mudei minha prática em sala de aula e o meu olhar perante á vida.
Listo aqui algumas mudanças,desafios e superações para 2010:
SALA INFANTIL-IV EDUCAÇÃO INFANTIL
Vejam algumas amostras:
PROJETO:"10 ANOS DE IVONNE"
Esse projeto vai ser desenvolvido pelo grupo escola,envolverá todos:funcionários,professores,alunos, pais e comunidade.
Ainda estamos planejando as ações a serem desenvolvidas,mas posso adiantar que pretendemos fazer a diferença.(logo trago novidades)
ACEITAÇÃO DA INCLUSÃO PLENA
SALA INFANTIL-III
Assumi uma sala com um grande desafio á enfrentar,com duas inclusões.Sei que a lei é clara,acredito que é possível incluir essas crianças nas classes regulares.
Como afirma Claúdia Grabois(Presidente das Associações de Síndrome de Down).
"Os professores e outros profissionais não estão preparados para lidar com as diferenças e conservam idéias ultrapassa-das."
Mas com um novo olhar que esse curso da diversidade me trouxe,posso dizer que preciso mudar paradigmas e pretendo prepará-los para lidar com as diferenças sem rótulos.
Estou aberta a aceitar essas crianças com deficiências e colaborar para a integração e desenvolvimento desses pequenos.
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Listo aqui algumas mudanças,desafios e superações para 2010:
SALA INFANTIL-IV EDUCAÇÃO INFANTIL
- Desenvolverei um Projeto que chama "Músicas de vários mundos"
Vejam algumas amostras:
PROJETO:"10 ANOS DE IVONNE"
Esse projeto vai ser desenvolvido pelo grupo escola,envolverá todos:funcionários,professores,alunos, pais e comunidade.
Ainda estamos planejando as ações a serem desenvolvidas,mas posso adiantar que pretendemos fazer a diferença.(logo trago novidades)
ACEITAÇÃO DA INCLUSÃO PLENA
SALA INFANTIL-III
Assumi uma sala com um grande desafio á enfrentar,com duas inclusões.Sei que a lei é clara,acredito que é possível incluir essas crianças nas classes regulares.
Como afirma Claúdia Grabois(Presidente das Associações de Síndrome de Down).
"Os professores e outros profissionais não estão preparados para lidar com as diferenças e conservam idéias ultrapassa-das."
Mas com um novo olhar que esse curso da diversidade me trouxe,posso dizer que preciso mudar paradigmas e pretendo prepará-los para lidar com as diferenças sem rótulos.
Estou aberta a aceitar essas crianças com deficiências e colaborar para a integração e desenvolvimento desses pequenos.
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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
QUER CONHECER A PROPOSTA DA PEDAGOGIA DA ALTERNÂNCIA?
http://www.youtube.com/watch?v=tRRPrzUI9HcPedagogia da Alternância: uma proposta diferenciada
ttp://www.youtube.com/watch?v=a8N9L8iOlVsttp://www.youtube.com/watch?v=a8N9L8iOlVs
Este trabalho pretende abordar algumas representações simbólicas no universo dos camponeses/as no Brasil, bem como no Estado de Goiás, a luta para terem direito de uma alternativa de educação rural a partir da Pedagogia da Alternância.
Antes é visto a necessidade de fazer aqui uma analogia entre Pedagogia rural, do campo e da Alternância.
A Pedagogia da Alternância é uma proposta diferenciada e alternativa que se constitui no universo pedagógico como sendo uma pedagogia da resistência cultural em relação à forte hegemonia neoliberal presente na educação brasileira, principalmente, a partir da década de 90 em diante (NASCIMENTO, 2003).
Alternância significa o processo de ensino-aprendizagem que acontece em espaços e territórios diferenciados e alternados. O primeiro é o espaço familiar e a comunidade de origem (realidade); em segundo, a escola onde o educando/a partilha os diversos saberes que possui com os outros atores/as e reflete-se sobre eles em bases científicas (reflexão); e, por fim, retorna-se a família e a comunidade a fim de continuar a práxis (prática + teoria) seja na comunidade, na propriedade (atividades de técnicas agrícolas) ou na inserção em determinados movimentos sociais.
A Pedagogia da Alternância baseia-se num método científico. Observar, ver, descrever, refletir, analisar, julgar e experimentar, agir ou questionar (através dos Planos de Estudos na família, comunidade ou na escola), procurar responder às questões (através das aulas, palestras, visitas, pesquisas, estágios) e experimentar (fazer experimentar em casa a partir do aprofundamento). Este método está implícito na proposta de Jean Piaget, “fazer pra compreender”, ou seja, primeiro praticar, para depois teorizar sobre a prática. O princípio é que a vida ensina mais que a escola, por isso, o centro do processo ensino-aprendizagem é o aluno e a sua realidade. A experiência sócio-profissional se torna ponto de partida no processo de ensinar e, também, ponto de chegada, pois o método da alternância constitui-se no tripé ação – reflexão – ação – ou prática – teoria – prática. A teoria está sempre em função de melhorar a qualidade de vida.
Alternância significa o processo de ensino-aprendizagem que acontece em espaços e territórios diferenciados e alternados. O primeiro é o espaço familiar e a comunidade de origem (realidade); em segundo, a escola onde o educando partilha os diversos saberes que possui com os outros atores e reflete sobre eles em base científica (reflexão); e, por fim, retorna-se a família e a comunidade a fim de continuar a práxis (prática + teoria) seja na comunidade, na propriedade (atividades de técnicas agrícolas) ou na inserção em determinados movimentos sociais.
As Casas Familiares Rurais tiveram início na França em 1935 no povoado de Lot et Garonne. A iniciativa partiu de um grupo de pais agricultores que buscavam solucionar dois grandes problemas. De um lado, as questões relacionadas ao ensino regular que, por ser direcionado para as atividades urbanas, levava os adolescentes campesinos a abandonar a terra. E de outro lado, a necessidade de fazer chegar ao campo a evolução tecnológica de que precisavam. Criaram então a primeira “Casa Familiar Rural”, lá chamada de Maison Familiale Rurale, onde os jovens passavam duas semanas recebendo conhecimentos gerais e técnicos voltados para a realidade agrícola regional e duas semanas nas propriedades rurais, aplicando os conhecimentos recebidos. Tal prática foi chamada de “Pedagogia de Alternância”.
A educação rural no Brasil apresenta uma série de elementos os quais aparecem na legislação, nas instituições pedagógicas, no currículo e mesmo nas "recomendações" dos organismos internacionais, que possibilitam traçar um esboço da educação rural brasileira a partir dos anos 30. Para a maioria das famílias rurais a passagem pela escola básica rural (do primeiro ao oitavo ano) é a única oportunidade em suas vidas de adquirir as competências que lhes permitiriam eliminar as principais causas internas do subdesenvolvimento rural. Infelizmente, essas escolas não estão cumprindo com esta importantíssima função emancipadora de dependências e de vulnerabilidades; porque os seus conteúdos e métodos são disfuncionais e inadequados às necessidades produtivas e familiares do meio rural.
Nas referidas escolas se entedia as crianças exigindo-lhes que memorizem temas de escassa e duvidosa relevância; e não se lhes ensina de maneira criativa, participativa e prática aquilo que realmente necessitam aprender para tornarem-se mais autoconfiantes, mais empreendedores, mais auto-gestores e mais auto-dependentes. Das referidas escolas continuam ingressando gerações de futuros agricultores, agricultoras, pais e mães de família, com baixíssima auto-estima, sem os conhecimentos, sem as atitudes e sem os valores que necessitam para serem agricultores mais eficientes, melhores educadores dos seus filhos e solidários protagonistas das suas comunidades.
As escolas rurais deveriam formar cidadãos dotados de mais autoconfiança pessoal e auto-suficiência técnica, de modo que possam ser eficientes corretores das suas ineficiências e ativos solucionadores dos seus próprios problemas. Adicionalmente essas escolas deveriam outorgar-lhes uma formação valorizadora que lhes inculque melhores hábitos (amor ao trabalho bem executado, iniciativa e disciplina, perseverança e desejo de superação, cooperação e solidariedade, honradez e cumprimento dos seus deveres e responsabilidades, espírito de prevenção e previdência, etc.). A educação básica rural deveria ter um caráter mais instrumental no sentido de proporcionar às crianças conteúdos úteis que elas possam aplicar na correção das suas próprias ineficiências e na solução dos problemas que ocorrem nos seus lares, propriedades e comunidades.
As unidades da Escola do Campo diferenciam-se umas das outras quanto ao conteúdo programático, adaptado à realidade de cada região, sempre de acordo com a “Pedagogia de Alternância”. Segundo esse método, o aluno passa duas semanas em casa e uma semana na escola.
Dentre as várias formas de resistência cultural ativa existem os CEFFAs (Centros de Formação Familiares em Alternância) que compreendem, no Brasil, três experiências significativas, que são: as EFAs (Escolas Famílias Agrícolas), as CFR (Casas Familiares Rurais) e as ECR (Escolas Comunitárias Rurais) que estão unidas em torno de uma mesma pedagogia, a saber: a Pedagogia da Alternância.
Em Goiás, a primeira experiência nasceu em 1992 com a fundação da Escola Família Agrícola de Goiás – EFAGO e, posteriormente, em 1998 com a fundação da Escola Família Agrícola de Orizona.
As principais características das EFAs são: a responsabilidade das famílias na gestão; a alternância dos períodos entre o meio de vida sócio-profissional e a Casa Familiar; a vida dos alunos/as em pequenos grupos e em internatos; uma equipe de formadores/as; uma pedagogia adaptada. As EFAs querem proporcionar aos jovens do meio rural uma possibilidade de educação a partir da sua realidade, da sua vida familiar e comunitária e das suas atividades. Isto é feito procurando desencadear junto aos jovens um processo de reflexão e ação que possa transformar essa mesma realidade.
A Pedagogia da Alternância é uma alternativa para a Educação no campo, já que o ensino nesse contexto não contempla as especificidades e as necessidades da população que vive no meio rural. Alguns problemas educacionais encontrados nas escolas no meio rural dão origem à necessidade de uma proposta educacional específica para o campo. Alguns problemas que podem ser enumerados são: a escola desvinculada da realidade local, a falta de recursos para atividades básicas do campo, a necessidade dos alunos ficarem na propriedade com sua família para trabalhar e terem dificuldades de acompanhar o calendário tradicional das escolas, a desvalorização da escola multisseriada e a falta de vagas nas escolas agrotécnicas.
De maneira geral, a Pedagogia da Alternância trabalha com a experiência concreta do aluno, com o conhecimento empírico e a troca de conhecimento com atores do sistema tradicional de educação, e também, com membros da família e da comunidade na qual vive o aluno e que podem fornecer-lhe ensinamentos sobre aquela realidade.
Segundo Gohn (2001), a família é caracterizada como espaço de educação informal que acontece “nos processos espontâneos ou naturais, ainda que seja carregado de valores e representações, como é o caso da educação familiar”. A educação não formal se dá na “intencionalidade de dados sujeitos em criar ou buscar determinadas qualidades e/ou objetivos”. Neste sentido, a educação não formal está presente no bairro-associação, nas organizações, nos movimentos sociais, nas igrejas, nos sindicatos, nos partidos políticos e nas ONGs.
http://www.youtube.com/watch?v=a8N9L8iOlVs
ttp://www.youtube.com/watch?v=a8N9L8iOlVsttp://www.youtube.com/watch?v=a8N9L8iOlVs
Este trabalho pretende abordar algumas representações simbólicas no universo dos camponeses/as no Brasil, bem como no Estado de Goiás, a luta para terem direito de uma alternativa de educação rural a partir da Pedagogia da Alternância.
Antes é visto a necessidade de fazer aqui uma analogia entre Pedagogia rural, do campo e da Alternância.
A Pedagogia da Alternância é uma proposta diferenciada e alternativa que se constitui no universo pedagógico como sendo uma pedagogia da resistência cultural em relação à forte hegemonia neoliberal presente na educação brasileira, principalmente, a partir da década de 90 em diante (NASCIMENTO, 2003).
Alternância significa o processo de ensino-aprendizagem que acontece em espaços e territórios diferenciados e alternados. O primeiro é o espaço familiar e a comunidade de origem (realidade); em segundo, a escola onde o educando/a partilha os diversos saberes que possui com os outros atores/as e reflete-se sobre eles em bases científicas (reflexão); e, por fim, retorna-se a família e a comunidade a fim de continuar a práxis (prática + teoria) seja na comunidade, na propriedade (atividades de técnicas agrícolas) ou na inserção em determinados movimentos sociais.
A Pedagogia da Alternância baseia-se num método científico. Observar, ver, descrever, refletir, analisar, julgar e experimentar, agir ou questionar (através dos Planos de Estudos na família, comunidade ou na escola), procurar responder às questões (através das aulas, palestras, visitas, pesquisas, estágios) e experimentar (fazer experimentar em casa a partir do aprofundamento). Este método está implícito na proposta de Jean Piaget, “fazer pra compreender”, ou seja, primeiro praticar, para depois teorizar sobre a prática. O princípio é que a vida ensina mais que a escola, por isso, o centro do processo ensino-aprendizagem é o aluno e a sua realidade. A experiência sócio-profissional se torna ponto de partida no processo de ensinar e, também, ponto de chegada, pois o método da alternância constitui-se no tripé ação – reflexão – ação – ou prática – teoria – prática. A teoria está sempre em função de melhorar a qualidade de vida.
Alternância significa o processo de ensino-aprendizagem que acontece em espaços e territórios diferenciados e alternados. O primeiro é o espaço familiar e a comunidade de origem (realidade); em segundo, a escola onde o educando partilha os diversos saberes que possui com os outros atores e reflete sobre eles em base científica (reflexão); e, por fim, retorna-se a família e a comunidade a fim de continuar a práxis (prática + teoria) seja na comunidade, na propriedade (atividades de técnicas agrícolas) ou na inserção em determinados movimentos sociais.
As Casas Familiares Rurais tiveram início na França em 1935 no povoado de Lot et Garonne. A iniciativa partiu de um grupo de pais agricultores que buscavam solucionar dois grandes problemas. De um lado, as questões relacionadas ao ensino regular que, por ser direcionado para as atividades urbanas, levava os adolescentes campesinos a abandonar a terra. E de outro lado, a necessidade de fazer chegar ao campo a evolução tecnológica de que precisavam. Criaram então a primeira “Casa Familiar Rural”, lá chamada de Maison Familiale Rurale, onde os jovens passavam duas semanas recebendo conhecimentos gerais e técnicos voltados para a realidade agrícola regional e duas semanas nas propriedades rurais, aplicando os conhecimentos recebidos. Tal prática foi chamada de “Pedagogia de Alternância”.
A educação rural no Brasil apresenta uma série de elementos os quais aparecem na legislação, nas instituições pedagógicas, no currículo e mesmo nas "recomendações" dos organismos internacionais, que possibilitam traçar um esboço da educação rural brasileira a partir dos anos 30. Para a maioria das famílias rurais a passagem pela escola básica rural (do primeiro ao oitavo ano) é a única oportunidade em suas vidas de adquirir as competências que lhes permitiriam eliminar as principais causas internas do subdesenvolvimento rural. Infelizmente, essas escolas não estão cumprindo com esta importantíssima função emancipadora de dependências e de vulnerabilidades; porque os seus conteúdos e métodos são disfuncionais e inadequados às necessidades produtivas e familiares do meio rural.
Nas referidas escolas se entedia as crianças exigindo-lhes que memorizem temas de escassa e duvidosa relevância; e não se lhes ensina de maneira criativa, participativa e prática aquilo que realmente necessitam aprender para tornarem-se mais autoconfiantes, mais empreendedores, mais auto-gestores e mais auto-dependentes. Das referidas escolas continuam ingressando gerações de futuros agricultores, agricultoras, pais e mães de família, com baixíssima auto-estima, sem os conhecimentos, sem as atitudes e sem os valores que necessitam para serem agricultores mais eficientes, melhores educadores dos seus filhos e solidários protagonistas das suas comunidades.
As escolas rurais deveriam formar cidadãos dotados de mais autoconfiança pessoal e auto-suficiência técnica, de modo que possam ser eficientes corretores das suas ineficiências e ativos solucionadores dos seus próprios problemas. Adicionalmente essas escolas deveriam outorgar-lhes uma formação valorizadora que lhes inculque melhores hábitos (amor ao trabalho bem executado, iniciativa e disciplina, perseverança e desejo de superação, cooperação e solidariedade, honradez e cumprimento dos seus deveres e responsabilidades, espírito de prevenção e previdência, etc.). A educação básica rural deveria ter um caráter mais instrumental no sentido de proporcionar às crianças conteúdos úteis que elas possam aplicar na correção das suas próprias ineficiências e na solução dos problemas que ocorrem nos seus lares, propriedades e comunidades.
As unidades da Escola do Campo diferenciam-se umas das outras quanto ao conteúdo programático, adaptado à realidade de cada região, sempre de acordo com a “Pedagogia de Alternância”. Segundo esse método, o aluno passa duas semanas em casa e uma semana na escola.
Dentre as várias formas de resistência cultural ativa existem os CEFFAs (Centros de Formação Familiares em Alternância) que compreendem, no Brasil, três experiências significativas, que são: as EFAs (Escolas Famílias Agrícolas), as CFR (Casas Familiares Rurais) e as ECR (Escolas Comunitárias Rurais) que estão unidas em torno de uma mesma pedagogia, a saber: a Pedagogia da Alternância.
Em Goiás, a primeira experiência nasceu em 1992 com a fundação da Escola Família Agrícola de Goiás – EFAGO e, posteriormente, em 1998 com a fundação da Escola Família Agrícola de Orizona.
As principais características das EFAs são: a responsabilidade das famílias na gestão; a alternância dos períodos entre o meio de vida sócio-profissional e a Casa Familiar; a vida dos alunos/as em pequenos grupos e em internatos; uma equipe de formadores/as; uma pedagogia adaptada. As EFAs querem proporcionar aos jovens do meio rural uma possibilidade de educação a partir da sua realidade, da sua vida familiar e comunitária e das suas atividades. Isto é feito procurando desencadear junto aos jovens um processo de reflexão e ação que possa transformar essa mesma realidade.
A Pedagogia da Alternância é uma alternativa para a Educação no campo, já que o ensino nesse contexto não contempla as especificidades e as necessidades da população que vive no meio rural. Alguns problemas educacionais encontrados nas escolas no meio rural dão origem à necessidade de uma proposta educacional específica para o campo. Alguns problemas que podem ser enumerados são: a escola desvinculada da realidade local, a falta de recursos para atividades básicas do campo, a necessidade dos alunos ficarem na propriedade com sua família para trabalhar e terem dificuldades de acompanhar o calendário tradicional das escolas, a desvalorização da escola multisseriada e a falta de vagas nas escolas agrotécnicas.
De maneira geral, a Pedagogia da Alternância trabalha com a experiência concreta do aluno, com o conhecimento empírico e a troca de conhecimento com atores do sistema tradicional de educação, e também, com membros da família e da comunidade na qual vive o aluno e que podem fornecer-lhe ensinamentos sobre aquela realidade.
Segundo Gohn (2001), a família é caracterizada como espaço de educação informal que acontece “nos processos espontâneos ou naturais, ainda que seja carregado de valores e representações, como é o caso da educação familiar”. A educação não formal se dá na “intencionalidade de dados sujeitos em criar ou buscar determinadas qualidades e/ou objetivos”. Neste sentido, a educação não formal está presente no bairro-associação, nas organizações, nos movimentos sociais, nas igrejas, nos sindicatos, nos partidos políticos e nas ONGs.
http://www.youtube.com/watch?v=a8N9L8iOlVs
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